Tirar o sapato em público e hesitar por um segundo — aquela dúvida silenciosa sobre o que pode sair daí — é uma situação mais comum do que parece. O chulé afeta uma parcela significativa da população e, apesar de virar motivo de piada com frequência, tem causas biológicas bem definidas. Não é falta de higiene, não é desleixo: é química.
Entender o mecanismo por trás do odor é o primeiro passo pra combatê-lo de forma eficaz — e é exatamente o que esse artigo explica. Quem quiser já ir direto pra solução, o Myde Pés é o desodorante enzimático desenvolvido especificamente pra neutralizar o odor dos pés na origem.
Por que os pés têm cheiro?
O chulé tem nome científico: bromidrose plantar. Assim como acontece nas axilas com o CC, o odor nos pés não vem do suor em si — que é praticamente inodoro — mas da ação de bactérias sobre ele.
O mecanismo, porém, é diferente do das axilas. Nos pés, as glândulas presentes são quase exclusivamente écrinas (as mesmas distribuídas por todo o corpo para regular temperatura), não apócrinas. O que torna os pés especialmente problemáticos é a combinação de três fatores: alta densidade de glândulas sudoríparas, ambiente fechado e privado de ventilação, e uma microbiota bacteriana específica adaptada a esse ambiente.
Cada pé contém cerca de 125 mil glândulas sudoríparas — a maior concentração do corpo inteiro. Isso significa que os pés produzem muito suor, e quando esse suor fica preso dentro de um calçado fechado, cria o ambiente perfeito para a proliferação bacteriana: quente, úmido e escuro.
O que causa o odor especificamente?
A resposta está numa molécula chamada ácido isovalérico. Um estudo publicado no Journal of Bioscience and Bioengineering identificou que o odor característico dos pés — descrito como azedo, parecido com queijo — é produzido quando bactérias da espécie Staphylococcus epidermidis (residente natural da pele) decompõem a leucina presente no suor, gerando esse ácido volátil de cheiro intenso.
Uma revisão publicada na FEMS Microbiology Ecology confirmou e ampliou esse achado: outras espécies como Brevibacterium e Kytococcus sedentarius também participam desse processo, degradando aminoácidos do suor e da queratina da pele em ácidos graxos voláteis responsáveis pelo odor.
A diferença entre quem tem chulé intenso e quem não tem está diretamente na composição e quantidade dessas bactérias na pele — não necessariamente em maior quantidade de suor.
O que agrava o chulé?
Alguns fatores amplificam o problema:
- Calçados fechados por tempo prolongado — limitam a ventilação e aumentam a temperatura e umidade, acelerando a multiplicação bacteriana
- Meias sintéticas — retêm mais umidade que as de algodão, criando condição mais favorável para as bactérias
- Não secar bem os pés após o banho — especialmente entre os dedos, onde a maceração da pele favorece a proliferação de fungos e bactérias
- Usar o mesmo par de calçados todos os dias — o calçado precisa de pelo menos 24h pra secar completamente entre os usos
- Pé de atleta (tinea pedis) — infecção fúngica que pode coexistir com o chulé e intensificá-lo; quando a pele entre os dedos apresenta descamação, vermelhidão ou coceira, vale avaliação dermatológica

Como eliminar o chulé de verdade?
A lógica é a mesma do CC nas axilas: não adianta só tampar o cheiro. O que funciona é reduzir a carga bacteriana na superfície da pele.
O Myde Pés age exatamente assim: é um desodorante enzimático em spray que limpa a pele dos pés e neutraliza as bactérias responsáveis pelo odor na origem, sem bloquear o suor e sem alumínio, álcool ou parabenos. Pode ser usado diariamente, inclusive entre os dedos, e não mancha meias.
Além do produto, algumas práticas complementares ajudam:
- Higienizar os pés com atenção — não só passar sabão por cima, mas esfregar bem os vãos dos dedos e secar completamente antes de calçar
- Alternar calçados — nunca usar o mesmo par dois dias seguidos; deixar secar completamente entre os usos
- Preferir meias de algodão — absorvem mais umidade e criam ambiente menos favorável pra bactérias
- Palmilhas antibacterianas — podem complementar o controle do odor dentro do calçado
- Não andar descalço em locais coletivos — vestiários, piscinas e academias são fontes frequentes de reinfecção por fungos
Não esqueça dos calçados — eles também precisam de atenção
Um erro comum é tratar os pés com cuidado e ignorar o calçado. O problema: as bactérias responsáveis pelo chulé não ficam só na pele — elas se depositam no interior do tênis ou sapato, na palmilha e no tecido que fica em contato com o pé. Toda vez que você calça um sapato contaminado, o ciclo recomeça do zero, mesmo que seus pés estejam limpos.
Algumas práticas que ajudam a quebrar esse ciclo:
- Deixar os calçados secarem ao ar livre — nunca guardar em caixas ou armários fechados logo após o uso; ventilação é fundamental
- Usar spray antifúngico e antibacteriano no interior — produtos específicos pra calçados estão disponíveis em farmácias; aplicar no interior e deixar secar antes de usar novamente
- Borrifar álcool 70% na palmilha — solução simples e eficaz pra reduzir a carga bacteriana entre os usos
- Trocar as palmilhas periodicamente — palmilhas absorvem suor e bactérias com o tempo e precisam ser substituídas, especialmente em tênis de uso diário
- Lavar tênis de tecido regularmente — sempre que possível, lavar na máquina ou à mão e secar completamente ao sol antes de usar
- Usar sachês de bicarbonato ou carvão ativado dentro dos calçados — absorvem a umidade residual e ajudam a controlar o odor quando o calçado está guardado
O princípio é simples: limpar os pés sem limpar o calçado é como trocar de roupa sem lavar — o problema volta no próximo uso.
Quando procurar um dermatologista?
O chulé moderado responde bem a cuidados de higiene e ao uso de produtos adequados. Mas vale buscar avaliação quando houver sinais de pé de atleta (descamação, coceira, fissuras entre os dedos), quando o odor for muito intenso mesmo com cuidados rigorosos, ou quando houver suspeita de hiperidrose plantar associada.
Chulé não tem cura no sentido de ser eliminado para sempre sem manutenção — mas tem controle eficaz, diário e sem complicação. A chave está em atacar as bactérias na raiz, não só o sintoma.
Conheça o Myde Pés — desodorante enzimático sem alumínio feito especificamente pra eliminar o odor dos pés sem interferir na transpiração natural.
Fontes consultadas: Kanda et al., Journal of Bioscience and Bioengineering — PubMed (ácido isovalérico e Staphylococcus epidermidis no odor dos pés) · FEMS Microbiology Ecology (microbiota do pé e produção de compostos voláteis) · Guillet et al., European Journal of Dermatology — PubMed (correlação entre população bacteriana e bromidrose plantar) · Sociedade Brasileira de Dermatologia — Hiperidrose



