Hiperidrose e bromidrose são dois termos que aparecem juntos com frequência — mas descrevem problemas completamente diferentes. Um é sobre a quantidade de suor. O outro é sobre o cheiro. Entender essa distinção é o primeiro passo para saber o que você tem e o que realmente resolve.
O que é hiperidrose
Hiperidrose é o nome clínico para a transpiração excessiva — suor em quantidade muito acima do necessário para regular a temperatura do corpo, muitas vezes sem relação com calor ou esforço físico.
Ela pode ser primária, quando não tem causa identificada e está ligada a uma hiperatividade do sistema nervoso autônomo, ou secundária, quando é sintoma de outra condição como diabetes, hipertireoidismo ou uso de medicamentos. As regiões mais afetadas são axilas, mãos, pés e virilha.
O impacto vai além do físico: pesquisas como a de Kamudoni et al. (2017) mostram que a hiperidrose afeta significativamente a qualidade de vida, com reflexos na autoestima, nas relações sociais e no desempenho profissional.
Se você quer entender mais a fundo as causas e os tratamentos disponíveis para a hiperidrose, o artigo Hiperidrose: o que causa o suor excessivo e quando se preocupar trata do tema com mais detalhe.
O que é bromidrose
Bromidrose é o nome clínico para o mau odor corporal persistente — o que popularmente se conhece como cc, especialmente quando o cheiro é forte e não desaparece com higiene convencional.
O suor em si é praticamente inodoro quando sai das glândulas. O odor se forma quando bactérias naturalmente presentes na pele — principalmente do gênero Corynebacterium — decompõem compostos do suor e produzem ácidos voláteis com cheiro característico. Quanto mais tempo o suor fica em contato com essas bactérias, mais intenso o odor.
Dois tipos de glândulas estão envolvidos: as écrinas, distribuídas por todo o corpo e responsáveis pela regulação térmica, e as apócrinas, concentradas nas axilas e virilha, que produzem um suor mais espesso e rico em proteínas e lipídios — exatamente o substrato preferido das bactérias causadoras de odor.
A bromidrose não é sinal de falta de higiene. É uma questão de composição individual do suor e do perfil bacteriano da pele — ambos determinados em grande parte pela genética.
Hiperidrose e bromidrose podem ocorrer juntas?

Sim — e é comum que ocorram. Mais suor significa mais substrato disponível para as bactérias, o que pode intensificar o odor. Mas a relação não é automática: há pessoas com hiperidrose e pouco odor, e há pessoas com transpiração normal e bromidrose intensa.
Callewaert et al. (2014) mostram que o odor depende menos do volume de suor e mais da composição da microbiota axilar — ou seja, de quais bactérias estão presentes e em que proporção. É por isso que duas pessoas podem transpirar igual e ter odores completamente diferentes.
O erro mais comum é tratar os dois problemas como se fossem um só. Quem tem hiperidrose sem bromidrose precisa de uma abordagem focada no controle do suor. Quem tem bromidrose sem hiperidrose precisa de uma abordagem focada no odor. Quem tem os dois precisa considerar os dois.
O que fazer em cada caso
Para hiperidrose: o tratamento depende da intensidade. Casos leves respondem bem a antitranspirantes de uso tópico com cloreto de alumínio em concentrações mais altas, aplicados à noite. Casos moderados a graves podem exigir acompanhamento dermatológico — com opções que vão desde iontoforese e toxina botulínica até procedimentos cirúrgicos para casos extremos.
Para bromidrose: a abordagem é diferente. O foco é agir sobre as bactérias ou sobre os compostos que elas decompõem. Higiene frequente, uso de tecidos respiráveis e desodorantes que atuam na origem do odor são as medidas mais eficazes no dia a dia.
Desodorantes enzimáticos, como o Myde, agem exatamente nesse ponto: quebram os compostos responsáveis pelo odor antes que as bactérias os transformem em ácidos voláteis. Sem alumínio, sem bloquear o suor — a ação é no cheiro, não na transpiração.
E quem tem os dois: é possível usar estratégias combinadas — um produto para controle de suor e outro para controle de odor. O artigo Como usar desodorante natural corretamente traz orientações práticas sobre como estruturar essa rotina.
Resumindo a diferença
Hiperidrose é um problema de volume — o corpo produz suor além do necessário. Bromidrose é um problema de odor — bactérias na pele transformam o suor em compostos com cheiro forte. Os dois podem coexistir, mas têm causas distintas e pedem soluções distintas.
Identificar qual dos dois é o seu caso — ou se são os dois juntos — é o que define por onde começar. Para a bromidrose, a solução começa com um desodorante sem alumínio que age na origem do odor, não apenas o mascara.
Se o suor excessivo também é uma questão, vale conversar com um dermatologista para avaliar as opções disponíveis — algumas simples, outras mais especializadas, todas eficazes quando indicadas corretamente.
O Myde está disponível para quem quer começar pelo controle do odor — em 200ml para uso contínuo ou em 60ml para experimentar primeiro.
Fontes consultadas:
- Wohlrab J & Hilpert K (2012). Hyperhidrosis — pathophysiology and treatment options. Journal der Deutschen Dermatologischen Gesellschaft, 10(2), 88–93.
- Callewaert C et al. (2014). Deodorants and antiperspirants affect the axillary bacterial community. Archives of Dermatological Research, 306(8), 701–710.
- Kamudoni P et al. (2017). The impact of hyperhidrosis on patients’ daily life and quality of life. Dermatology, 233(1), 1–8.
- ANVISA. Resolução RDC nº 07/2015 — Regulamento técnico sobre cosméticos.


