Você toma banho, passa desodorante e, algumas horas depois, o cheiro volta. Ou pior: você mal terminou de se arrumar e já sente aquele odor familiar surgindo. Se isso acontece com você, saiba que não é falta de higiene — e você não está sozinho.
O problema tem nome: bromidrose. E no Brasil, a maioria das pessoas conhece esse fenômeno por um apelido bem mais popular: CC ou cecê
Neste artigo, vamos explicar o que causa o CC nas axilas, por que tantos desodorantes não resolvem de verdade — e o que realmente funciona para eliminar o odor na raiz, como o MYDE.
O que é CC (bromidrose)?
CC, ou cecê, é o nome popular para a bromidrose axilar: uma condição em que o suor adquire odor forte e desagradável por conta da ação de bactérias na pele.
O ponto mais importante de entender é esse: o suor, por si só, não tem cheiro. Ele é composto principalmente de água e sais minerais — e é praticamente inodoro quando sai das glândulas.
O que causa o mau cheiro é a reação entre o suor e as bactérias que vivem naturalmente na nossa pele. Quando esse suor chega a regiões quentes e úmidas como as axilas, as bactérias se alimentam dele e liberam compostos químicos voláteis — e é aí que surge o odor característico.
Segundo estudo publicado no European Journal of Dermatology, existe correlação direta entre a quantidade de bactérias na pele e a intensidade da bromidrose axilar.
Por que as axilas são mais afetadas?
Nosso corpo tem dois tipos de glândulas sudoríparas:
Glândulas écrinas — distribuídas por todo o corpo, produzem suor principalmente para regular a temperatura corporal. O líquido é fino, claro e praticamente sem odor.
Glândulas apócrinas — concentradas em regiões específicas como axilas, virilha e mamilos. Produzem um suor mais denso, rico em proteínas e lipídios — justamente o tipo que as bactérias adoram metabolizar.
As axilas reúnem as condições perfeitas para a proliferação bacteriana: calor, umidade, pouca ventilação e alta concentração de glândulas apócrinas. Resultado: o ambiente ideal para o CC se instalar.
O que piora o CC nas axilas?
Alguns fatores aumentam a intensidade do odor:
- Pelos axilares: aumentam a superfície de contato entre o suor e as bactérias, intensificando o cheiro
- Roupas sintéticas: retêm calor e umidade, favorecendo a proliferação bacteriana
- Alimentação: alho, cebola, curry e álcool contêm compostos que podem ser eliminados pelo suor e intensificar o odor
- Estresse: pode estimular as glândulas apócrinas a produzir mais secreção
- Hormônios: as glândulas apócrinas começam a funcionar na puberdade — por isso adolescentes são especialmente afetados
Vale lembrar: a bromidrose tem componente genético. Há pessoas que naturalmente produzem mais secreção apócrina ou têm maior concentração de certas bactérias na pele. Não é culpa de ninguém.
Por que o desodorante comum não resolve?
Aqui está o ponto que muita gente não sabe: existe uma diferença importante entre desodorante e antitranspirante.
Desodorantes convencionais atuam mascarando o odor com fragrâncias ou usando agentes antibacterianos para reduzir temporariamente a população de bactérias. O efeito passa rápido — e o cheiro volta.
Antitranspirantes contêm sais de alumínio (como o cloridrato de alumínio) que bloqueiam fisicamente as glândulas sudoríparas, impedindo a saída do suor. Funcionam para reduzir o cheiro? Sim. Mas ao custo de bloquear uma função natural do organismo — e com possíveis efeitos colaterais.
Segundo dermatologistas da Unicamp, o uso contínuo de substâncias à base de alumínio pode levar ao acúmulo desse elemento nos tecidos ao longo do tempo. Além disso, o cloridrato de alumínio é um dos ingredientes mais associados a dermatite de contato nas axilas, segundo estudo publicado no Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology.
A ANVISA limita o uso de cloridrato de alumínio a 15% nas fórmulas de antitranspirantes — justamente por reconhecer que se trata de um ingrediente de risco grau 2.
O que realmente elimina o CC nas axilas?
A abordagem mais eficaz — e que respeita o funcionamento natural do corpo — é neutralizar as bactérias que causam o odor, sem bloquear a transpiração.
É exatamente isso que faz a tecnologia enzimática usada pelo MYDE.
O MYDE é um desodorante enzimático líquido que age diretamente sobre as bactérias e os compostos responsáveis pelo mau cheiro nas axilas — sem tampar as glândulas, sem alumínio, sem álcool e sem parabenos.
Suas enzimas decompõem as moléculas causadoras do odor e limpam profundamente a pele da axila, reduzindo a carga bacteriana de forma progressiva. Com o uso contínuo, o odor diminui visivelmente — e o intervalo entre as aplicações aumenta.
Principais diferenciais do MYDE:
- Sem cloridrato de alumínio
- Sem triclosan
- Sem parabenos
- Dermatologicamente testado
- Indicado para peles sensíveis
- Vegano e livre de crueldade animal
Dicas complementares para reduzir o CC no dia a dia
Além do uso de um bom desodorante enzimático, algumas práticas ajudam a controlar o CC:
- Higiene das axilas duas vezes ao dia, especialmente em dias quentes ou após atividade física
- Depilação axilar reduz a superfície de contato entre suor e bactérias
- Prefira tecidos naturais como algodão e linho, que permitem melhor ventilação
- Troque de roupa diariamente e lave bem as peças que ficam em contato com as axilas
- Modere o consumo de alho, cebola e álcool em períodos em que o odor está mais intenso
Quando procurar um dermatologista?
A bromidrose moderada responde bem a cuidados de higiene e ao uso de produtos adequados. Mas se o odor for muito intenso, persistente mesmo com cuidados rigorosos, ou se vier acompanhado de outros sintomas, vale consultar um dermatologista.
Em casos mais graves, existem tratamentos médicos disponíveis — desde aplicações de toxina botulínica até procedimentos com laser e, em último caso, cirurgia para remoção das glândulas apócrinas.
Conclusão
CC nas axilas é muito mais comum do que parece — e tem solução. O mau odor não é sinal de falta de higiene: é uma resposta biológica natural que pode ser controlada com as escolhas certas.
A diferença está em entender a causa real e usar produtos que atuem nela — não apenas mascarando ou bloqueando o suor.
Se você quer experimentar uma alternativa sem alumínio que trata o odor na origem, conheça o MYDE — o desodorante enzimático da Cseros.
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Fontes:
- Guillet, G. et al. Correlation between bacterial population and axillary and plantar bromidrosis. European Journal of Dermatology.
- Hospital de Clínicas – Unicamp. Especialistas alertam para o uso seguro de desodorantes. Disponível em: hc.unicamp.br
- Sanarmed. Bromidrose: fisiopatologia, diagnóstico diferencial e opções terapêuticas. Disponível em: sanarmed.com
- Redalyc / Anais Brasileiros de Dermatologia. Tratamento cirúrgico da bromidrose axilar. Disponível em: redalyc.org
- ANVISA. Regulamentação de cosméticos antitranspirantes — RDC vigente.



