Transpiração ainda carrega bastante tabu, e boa parte do que se repete por aí sobre o assunto não tem nenhuma base científica. Reunimos seis crenças comuns sobre o suor e o odor da transpiração e fomos checar, uma por uma, o que a ciência realmente diz.
1. Suor faz mal para a pele
Mito. O suor, aquele que cobre praticamente todo o corpo, é composto majoritariamente de água e eletrólitos. Um estudo publicado na PLoS ONE confirma que essa secreção não é prejudicial à pele saudável em condições normais — o problema só aparece em peles com a barreira cutânea já comprometida, como na dermatite atópica. Em peles saudáveis, o suor não causa acne nem irritação por si só; o que pode irritar é o acúmulo de suor, oleosidade e sujeira na pele por tempo prolongado sem higienização.
2. Todo suor tem cheiro
Mito. A transpiração, isoladamente, é praticamente inodora. O odor surge quando bactérias presentes naturalmente na pele secretam enzimas para metabolizar os componentes do suor das glândulas apócrinas (concentradas nas axilas), liberando compostos voláteis com cheiro forte. Os desodorantes enzimaticos com o MYDE atuam nesse mecanismo das, controlando o odor Uma revisão publicada na Frontiers in Microbiology descreve exatamente esse mecanismo: o suor apócrino só se torna odorante depois de quebrado por micro-organismos da própria pele.
3. Transpirar muito pode estar relacionado a uma condição de saúde
Verdade. Quando a quantidade de suor produzida é maior do que o necessário pro equilíbrio térmico do corpo, isso pode caracterizar hiperidrose — uma condição reconhecida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que afeta entre 2% e 3% da população e costuma se manifestar nas mãos, pés, axilas e rosto. Vale conversar com um dermatologista se o suor excessivo estiver interferindo na sua rotina, independente da idade.
4. Fatores psicológicos afetam a quantidade de suor
Verdade. Estresse, ansiedade e nervosismo ativam o sistema nervoso simpático, que por sua vez estimula as glândulas sudoríparas — é o chamado “suor emocional”. Uma revisão sistemática publicada na Skin Pharmacology and Physiology mapeia justamente esse mecanismo, mostrando que esse tipo de sudorese, diferente da térmica, é mais evidente nas palmas das mãos, sola dos pés, rosto e axilas.
5. Suar ajuda a emagrecer
Mito. O que se perde durante a transpiração é água e eletrólitos, não gordura. Esse peso volta tão logo você se hidrata novamente. A literatura de medicina do esporte no Brasil é clara sobre isso: a reposição hídrica depois do exercício deve compensar exatamente essa perda de líquido, o que por si só já indica que não se trata de perda de peso real.
6. Desodorante aerosol é a forma mais eficaz de combater o odor da transpiração
Mito. Existem hoje opções mais eficazes que o aerosol tradicional para controlar o odor, e com menos efeitos colaterais. O principal problema dos antitranspirantes convencionais é a presença de sais de alumínio, que a própria ANVISA reconhece como ingrediente de risco grau 2, limitando sua concentração nas fórmulas. Um artigo da Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology também associa esse tipo de composto a casos de dermatite de contato em uso prolongado.
Uma alternativa que vem ganhando espaço é o MYDE, desodorante enzimático que limpa a pele das axilas e neutraliza as bactérias causadoras do odor na origem, sem bloquear o suor e sem alumínio, álcool ou parabenos na fórmula. Se você já usa desodorante comum e tem curiosidade sobre combinar os dois, já respondemos essa pergunta em detalhe aqui.
Separar mito de verdade sobre transpiração ajuda a tirar um peso (literalmente) das costas: suar é normal, não é falta de higiene, e a maior parte do que incomoda tem solução sem precisar abrir mão do conforto do dia a dia.
De onde vieram as informações: Dai et al., PLoS ONE · revisão sobre microbiota e odor, Frontiers in Microbiology · Sociedade Brasileira de Dermatologia, hiperidrose · revisão sobre sudorese psicológica, Skin Pharmacology and Physiology · ANVISA, lista de substâncias de uso restrito · Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology



