Transpirar faz parte do funcionamento normal do corpo — é assim que a temperatura se regula, especialmente durante esforço físico ou calor. Mas existe um ponto em que a quantidade de suor produzida vai além do necessário para esse equilíbrio, e esse excesso tem nome: hiperidrose.
A condição afeta entre 2% e 3% da população segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e impacta diretamente a qualidade de vida — não só pelo desconforto físico, mas pelo efeito nas interações sociais e na autoestima. Entender as causas é o primeiro passo pra saber o que fazer a respeito.
O que é hiperidrose, exatamente?
A hiperidrose é definida como uma produção de suor maior do que a fisiologicamente necessária para a termorregulação. Isso significa que a pessoa pode suar intensamente mesmo em repouso, em ambientes frios, ou sem nenhum fator aparente que justifique o volume de transpiração.
As regiões mais afetadas são axilas, palmas das mãos, plantas dos pés e testa — os locais com maior concentração de glândulas sudoríparas écrinas, que recebem inervação do sistema nervoso simpático. Quando esse sistema é ativado com mais intensidade do que o necessário, o resultado é o suor excessivo característico da condição.
Ela se divide em dois tipos principais, com causas e abordagens diferentes.
Hiperidrose primária
A hiperidrose primária — também chamada de focal — acontece sem uma causa médica identificável. É a forma mais comum da condição, costuma se iniciar na infância ou adolescência e tende a persistir na vida adulta. Tem componente hereditário: pessoas com histórico familiar têm mais chance de desenvolvê-la.
Um detalhe importante que ajuda a diferenciar a hiperidrose primária de outras condições: o suor excessivo ocorre durante o dia, em situações de vigília, e normalmente não se manifesta durante o sono — o que, segundo dermatologistas, é um dos critérios clínicos usados no diagnóstico.
Apesar de não ter causa médica subjacente, fatores como estresse, ansiedade e calor podem intensificar os episódios — o que às vezes leva à confusão de que a condição seria “psicológica”. Ela não é: o sistema nervoso simpático responde a esses gatilhos com mais intensidade em pessoas com hiperidrose, mas a origem é fisiológica, não psiquiátrica.
Hiperidrose secundária
A hiperidrose secundária é causada por outra condição médica ou pelo uso de medicamentos. Ao contrário da primária, tende a ser generalizada (afeta o corpo inteiro, não apenas regiões focais) e pode ocorrer também durante a noite.
As causas mais comuns incluem:
- Hipertireoidismo — quando a tireoide é mais ativa do que o necessário, o metabolismo acelerado aumenta a produção de calor e, consequentemente, de suor
- Diabetes e alterações na glicose — episódios de hipoglicemia frequentemente desencadeiam sudorese intensa
- Medicamentos — antidepressivos, alguns anti-hipertensivos e medicamentos hormonais estão entre os que mais frequentemente causam hiperidrose como efeito colateral
- Doenças infecciosas e oncológicas — algumas infecções e tipos de câncer (especialmente linfomas) podem se manifestar com sudorese noturna intensa como um dos sintomas
Por essa variedade de causas possíveis, quando a hiperidrose é generalizada ou de início recente na vida adulta, a investigação médica é fundamental — não para tratar o suor em si, mas para identificar e tratar a condição de base.
Quando procurar um médico?
Vale buscar avaliação com um dermatologista quando o suor excessivo interfere na rotina (molha roupas, dificulta atividades manuais, causa constrangimento social) ou quando aparece de forma repentina sem fator desencadeante claro.
O diagnóstico é clínico, mas podem ser solicitados exames para descartar causas secundárias — perfil tireoidiano, hemograma e glicemia são os mais comuns nesse rastreio inicial.
Hiperidrose e mau odor: qual a relação?
Esse é um ponto que gera muita confusão — e vale deixar claro: hiperidrose e bromidrose são condições diferentes, embora possam coexistir.
A hiperidrose é sobre volume de suor. A bromidrose (o CC) é sobre o odor desse suor, que surge quando bactérias presentes na pele decompõem os componentes da secreção apócrina. Quem tem hiperidrose não necessariamente tem bromidrose intensa — e quem tem CC pode ter produção normal de suor.
O Myde atua especificamente no odor: limpa a pele das axilas e reduz a atividade bacteriana responsável pelo cheiro, sem bloquear a transpiração. Isso significa que ele é uma opção relevante pra quem tem bromidrose — com ou sem hiperidrose associada — mas não trata o volume de suor em si.
Para quem tem hiperidrose e bromidrose ao mesmo tempo, combinar o acompanhamento médico para o suor excessivo com o uso do Myde para o odor faz sentido: são abordagens complementares, não concorrentes.
Se você tem dúvidas sobre o odor das axilas especificamente, nosso artigo sobre CC nas axilas explica a causa e as opções de controle com mais detalhe.
Já quem busca uma alternativa sem alumínio para o odor do dia a dia pode conhecer o Myde — desodorante enzimático que age na origem do cheiro, sem interferir na função natural de transpiração.
Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Dermatologia — Hiperidrose · Estratégia MED — Resumo de hiperidrose · PEBMED — Hiperidrose primária e tratamentos · Research, Society and Development — Hiperidrose primária infanto-juvenil




